terça-feira, 8 de novembro de 2011

Sentença

Preso em toda tua beleza, sim eu mereço
Nas grades desta, meus olhos perdem a liberdade
Acorrentados em querer-te e te ver a todo preço
Quando logo te vejo, mais tarde vem a saudade

Se em tempos imemoráveis quando por ti passava
Confesso que a voz travava ao tentar 'recitar' teu nome
Imagine agora por que eu nem 'Oi' a você falava
O ar não vem, a voz trava, desaparece e some

Perdido me sentia em meio à tudo aquilo
Como pode uma com tanto e outras tão pouco?
Como explicar tudo que a ti foi atribuído?

Sem argumentos e respostas, simplesmente
Tudo a ti dado é mistério, mas é nobre de você
Não é sonho, se for... prefiro esta realidade
E se acordar, este sonho nunca vou esquecer

Preso em toda essa beleza, sim eu mereci
Perpetuo nela e dentro desta cela, o coração
Único crime sem castigo ou necessidade de perdão
Te ouvir e te ver, preso nisso eu me vi

Sentença que aceito por toda vida pagar
Ter para mim
tua beleza, teu sorriso, teu olhar

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